sábado, 12 de maio de 2007

Censurados

Os Censurados, banda já extinta, merecem ficar para a história da
música rock independente portuguesa como um emblema de uma época. Como qualquer banda punk que se preze,seja da Califórnia ou de Alvalade, os Censurados foram sempre um perfeito exemplo de "do it yourself". Nunca dependeram da MTV, nem das capas de jornais ou das playlists da rádio.

Os Censurados foram criados em 1988, pelo antigo vocalista dos Kú de Judas, João Ribas, que a seu cargo tem a Voz e a Guitarra, a ele se juntou o Guitarrista Orlando Cohen, o ex membro dos Peste & Sida, o Baterista Samuel Palitos e ainda o Baixista Fred
Valsassina.

Conseguiram, em 1990, o lançamento do primeiro álbum que dava pelo nome de "Censurados" e que tirou os Censurados do anonimato, muito em parte graças ao single com o nome do álbum.
1991, o bom trabalho continua com mais um álbum "Confusão" , que conta com grandes musicas tais como o "Kaga na Cultura", "Coxa" e "Americano Gordo", que demonstram na perfeição as varias vertentes dos Censurados.
Em 1993, e após vários anos de estrada, vem o álbum "Sopa" que conta com o single homônimo, e com uma participação de Jorge Palma, no tema "Estou Agarrado a Ti" ao qual emprestou Voz e Letra.
Em 1994, o Fim dos Censurados, que acabam em grande com a participação no disco "Filhos da Madrugada",Tributo a Zeca Afonso, para o qual reeditaram uma das musicas mais famosas deste cantor de intervenção o "Que Faz Falta", este Álbum vendeu mais de setenta mil unidades e contou com várias bandas como Xutos & Pontapés, GNR, Delfins e Madredeus entre muitas outras, em junho é dado um concerto no Estádio de Alvalade, inserido no programa de Lisboa 1994 Capital Européia da Cultura, que tinha como objectivo a promoção do álbum "Filhos da Madrugada". Este Concerto conseguiu ser o maior concerto de sempre dado em Portugal por Bandas Portuguesas utilizando um grande palco com 120 m de frente e meios de som nunca antes vistos em Portugal.
Texto tirado de:

http://censurado800.no.sapo.pt/

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Dead Combo


"Algures nos principios do séc.XXI, juntaram-se à esquina, na cidade de Lisboa dois vadios, um "cavalo de fogo" magro de 66, solitário de cartola e face vincada, o outro alto de 70 vindo do meio escuro do Jazz, signo "cão", ambos juntaram vingar os mortos e fazer ressuscitar os vivos. Marcados pela BD, trazem a saudade esbanjada nos bolsos e a alma muda perdida em filmes negros. Tocam em Lisboa, a cidade do campo, das chaminés e das cúpulas brancas, cenários de um passado perdido, o fado, o western-vadio, tudo junto num vudu de emoções, o Tejo, os amantes desencontrados, anjos abandonados nas encruzilhadasdo destino, flores com cores trocadas, santos, câmaras ardentes, guitarras despidas, cuspidas e deitadas à rua, contrabaixos em fogo, cartolas, galinhas à solta e coisas que rolam na rua. Ali encontrados à parede no meio desta confusão, os dois trincaram pecados de maçã, enquanto olham para Ti..."


Grandes palavras de Dead Combo...

Para conhecerem este grande projecto basta irem a:

www.myspace.com/deadcombo
http://deadcombo.blogspot.com

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Rocky Marsiano

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O jazz é, por eleição, o território do improviso e da jam session, das pulsões do momento e da comunicação telepática entre músicos. The Pyramid Sessions, por outro lado, é resultado directo de noites solitárias num estúdio que D-Mars conhece como a palma da sua mão, situado num edifício que deve o seu nome às mais famosas construções do Antigo Egipto. Visto sob esse prisma, este álbum reflecte uma das paixões musicais de D-Mars, filtrada pela sua filiação estética nos campos do Hip Hop. Mas é igualmente fruto de uma visão generosa da música, de uma imaginação fértil que colocada em prática no espaço do estúdio permite conjurar encontros inimagináveis entre solistas de outros tempos, fixados em vinil, e a panóplia electrónica que o estúdio coloca à sua disposição, entre o espaço virtual da MPC e a respiração natural de músicos como Rodrigo Amado (saxofone), NelAssassin (gira-discos), D_Fine (voz) e T-One (guitarrista que é igualmente líder dos funkers Mr. Lizard). Assim, The Pyramid Sessions não reflecte apenas o papel de D-Mars como produtor, mas afirma-o igualmente como orquestrador, compositor e catalizador de talentos com origem diversa. Além, claro, de manipulador sério da mesa de mistura e das potencialidades do estúdio, pois este álbum foi inteiramente gravado e misturado pelo próprio D-Mars.

Nos 14 temas de The Pyramid Sessions D-Mars explora a sua ideia pessoal de jazz, conciliando pianos, guitarras, sopros e vibrafones, breaks de bateria e cortes de scratch com a maturidade de quem aprendeu a olhar para a música através dos generosamente amplos olhos do Hip Hop. Porque além de todos os classificativos apontados no parágrafro anterior, D-Mars é igualmente um crate digger convicto, explorador dos mais diversos locais onde o vinil ganha pó e resiste à história. Por isso, The Pyramid Sessions pode ser lido também como uma homenagem a todo um género, como um tributo à nobre linhagem que se estende de Louis Armstrong a Herbie Hancock, de Charlie Parker a Lou Donaldson e de Dizzy Gillespie a todos os outros grandes gigantes da história do jazz. Uma história que D-Mars foi descobrindo de uma forma pessoal, não com a linearidade académica sugerida em estudos sobre o género, mas com o carácter imprevisível e aleatório de quem aborda a música ao sabor das descobertas em lojas onde os discos procuram novos donos.

Rocky Marsiano ao vivo:

D-Mars (MPC2000);
DJ Ride (cuts);
Rodrigo Amado (sax);
André Frenandes (guitar).


www.myspace.com/rockymarsiano
www.looprecordings.com/loopfam_rocky.htm